Porque a exclusividade?

Não é de hoje o aconselhamento da exclusividade veja baixo matéria atual do Zap Imóveis e de 1994 do Jornal Estado de SãoPaulo /Creci.

Link da matéria do Zap atual:

http://www.zappro.com.br/conheca-as-vantagens-da-exclusividade-imobiliaria/

Texto na integra:

Disponibilizar o imóvel para uma imobiliária só pode garantir mais segurança e agilizar o fechamento do negócio

À primeira vista, disponibilizar o apartamento para ser vendido por mais de uma imobiliária pode parecer a opção mais favorável para fechar o negócio com mais agilidade. Porém, nem sempre é isso que acontece. A exclusividade imobiliária pode trazer benefícios como confiança e segurança e pode agilizar o processo de aluguel ou venda do imóvel.

O primeiro ponto positivo é que a exclusividade garante mais segurança na hora de fechar negócio. E isso pode, inclusive, agilizar o processo, já que o corretor pode trabalhar com mais confiança. ?Para o consumidor, é uma ilusão que ele vai vender mais rápido se trabalhar com mais de uma imobiliária. Com a exclusividade, há a certeza que o trabalho será focado no seu imóvel e o proprietário ainda pode cobrar retorno. Se passa para mais de um, o corretor não trabalha com tanta segurança e dedicação porque tem o receio que outro venda?, explica Laudimiro Cavalcanti, diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci-RJ).

(Foto: Shutterstock)
A exclusividade  imobiliária garante a privacidade do imóvel (Foto: Shutterstock)

Isso significa que, com a garantia da exclusividade, a imobiliária tem a certeza que fará a venda do imóvel e vai investir mais nele, garantindo até mais divulgação. Porém, de forma positiva, todos os anúncios serão monitorados e não haverá a repetição ou diferença de valores. Em outro caso, se aparecer diferença nos valores, pode parecer que o proprietário está desesperado para fechar negócio, o que pode depreciar o preço do imóvel. Se apenas uma imobiliária negocia, pode fazer uma boa avaliação do apartamento ou casa e o retorno financeiro pode ser melhor. ?Uma coisa que pode causar desgaste é se houver vários anúncios e o cliente liga para todos e há diferença no valor?, avalia Laudimiro.

Outro ponto favorável relacionado à divulgação que a exclusividade traz é a amplitude dos anúncios. ?Em um mundo globalizado, com a exclusividade o corretor pode trabalhar e divulgar com outros estados e até países, principalmente com o câmbio favorável. Quando não é exclusivo, não tem segurança para fazer este tipo de ação?, completa o diretor do Creci-RJ.

Disponibilizar o imóvel para uma única imobiliária também garante mais privacidade, já que evita que sejam agendadas visitas no mesmo horário por corretores diferentes com vários clientes. Outra questão é que apenas uma empresa estará em contato com o proprietário, facilitando a comunicação entre as duas partes e evitando desgaste na relação. ?Vejo a exclusividade como muito positiva, pois evita desgaste entre os profissionais e seus clientes. Ela pode contribuir para que o corretor tenha mais foco em seu trabalho, pois sabe que aquele imóvel é ?só seu?. Além disso, o contrato de exclusividade assegura ao profissional seus honorários?, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

E, para os que ainda se sentem inseguros, é importante frisar que a exclusividade não precisa ser eterna. O contrato, mesmo com a cláusula de exclusividade, tem um prazo de vigência. Ao final desse período, se o proprietário estiver satisfeito, pode renovar. Mas se sentir que falta algo, pode procurar outra imobiliária. Porém, dificilmente não haverá empenho para que a satisfação seja garantida. ?Com a exclusividade, o corretor vai tentar agilizar e se dedicar mais para vender?, conclui o economista Marcelo Barros.


  
Jornal Estado de São Paulo 1994:



A relação entre a categoria dos Corretores de Imóveis e o jornal O Estado de S. Paulo  é  quase  tão  antiga  quanto  a   fundação  da categoria. Desde os primeiros anos da criação do Sindicato de Corretores de Imóveis do Estado de São  Paulo  (SCIESP),  eram  fechados   acordos   altamente  favoráveis  aos Corretores sindicalizados,  nos anúncios do jornal. E dentre todos os veículos O Estado de S. Paulo era considerado o jornal de maior expressão no mercado imobiliário. 

No dia 2 de outubro de 1994, numa parceria entre o Creci 2ª Região/SP e o O Estado de S. Paulo, foi iniciada uma campanha de valorização da profissão do Corretor de Imóveis, por meio de outdoors e anúncios no jornal destacando o papel do profissional.

O tema central da campanha, conforme declaração do gerente de marketing do Estado foi: Consultar um Corretor de Imóveis é sempre um bom negócio. Para passar esta mensagem foram publicados  nove anúncios no jornal, além do envio de malas-diretas aos agentes de mercado imobiliário e outdoors em pontos estratégicos. O binômio Corretor/Estado é parte importante dos bons resultados  do  mercado  e, por isso, não poderíamos deixar de estar ao lado deles  num  momento  de  sucesso,  disse  Marcos  Nogueira  de Sá, diretor-adjunto  de  classificados  do  Estado  em  1994. Essa relação,  segundo ele, traduz-se,   para   o   consumidor,  em   dois   serviços   complementares: o consumidor  coleta  ofertas  por  meio  dos  anúncios  publicados no jornal e depois, no estande, é atendido pelo Corretor, que o apresentará ao imóvel à venda. Essa transação é muito especial,  já que  a  compra do imóvel é uma decisão muito séria para o cidadão médio e, durante sua vida, poucas vezes a fará.

Nogueira  ressaltou  que  a  campanha  pretendia  valorizar  o  profissional de corretagem imobiliária credenciado, ou seja, que tem habilitação para exercer a  profissão  após  a c onclusão do curso Técnico em Transações Imobiliárias. "Essa é  a  garantia  para  o  consumidor de que as informações são passadas com  conhecimento  e  correção", disse Nogueira  de  Sá.  Uma das frases da campanha traduzia  esta  condição: "Só  um louco faz um investimento acima de US$ 30 mil  sem ouvir um especialista". Outras das frases criadas referiam-se   à  opção  de  o   interessado   pesquisar  as  ofertas  sozinho:  "É quase impossível sair lucrando num negócio em que você não é do ramo".

Roberto Capuano, presidente do Creci/SP considerou extremamente oportuna a  campanha  criada  pelo  O Estado  de S. Paulo  e disse que o momento era extremamente favorável devido ao crescimento do mercado imobiliário. 

Também foram  realizadas outras campanhas  pelo jornal nas décadas de 70 e 80, entretanto a que despertou maior interesse foi realizada em 1994, por ser a que fala diretamente sobre o profissional.  O interesse foi tão grande que os Corretores  transformaram  os  cartazes  distribuídos pelo jornal em quadros e colocaram nas suas imobiliárias. O jornal O Estado de  S.  Paulo distribuiu mais de 36 mil malas-diretas - posteres.

A parceria entre o Estadão e o s Corretores de Imóveis continua, com o apoio à Central de Operações Imobiliárias - COI,  inaugurada em 24 de abril de 1997 e considerada um marco de modernidade para a profissão.

Os  Corretores  de  Imóveis  que  participarem  do  sistema  terão  vantagens exclusivas, como  a  facilidade  em  anunciar  nos  Classificados,  utilizando  a própria tela de serviços da COI.

Também foram preparadas peças publicitárias, que serão veiculadas no jornal e  nas  emissoras  de  televisão,  valorizando  a  exclusividade  de  vendas, a central e a própria atividade profissional.

Campanha pela Exclusividade

Creci 2ª  Região  echa acordo com os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de São Paulo  para  publicação  de  anúncios  em  prol da adoção do contrato de exclusividade.

Comercializar o imóvel por meio do contrato escrito, dando exclusividade para uma única imobiliária ou Corretor de Imóveis, conforme determina a Resolução nº 458/95 do Cofeci, já  é  uma realidade  em  São Paulo. Prática adotada por 100% dos profissionais paranaenses, na capital paulista e nos demais Estados brasileiros, o índice de adesão já atinge 85%.

Após  uma  intensa  campanha  de  esclarecimento, o Creci 2ª Região/SP deu início a uma verdadeira operação de guerra, multando todos aqueles que anun ciassem  sem  o  contrato  de  exclusividade. Algumas empresas  rotestaram, mas a maioria aprovou a atuação do conselho,  verificando  que estava sendo cumprida  uma  determinação  que  beneficia toda a categoria. Aos poucos, a "Opção de Venda", como é carinhosamente  chamada  pelos  Corretores  mais antigos,  foi   se  tornando  comum. Grandes  empresas,  como  a  Coelho  da Fonseca, Lopes, Leardi, Camargo Dias, Mappin e Kauffmann passaram a incluir frases em prol da exclusividade em seus anúncios.Parceria

O jornal O Estado de S. Paulo fechou um acordo de colaboração com  o Creci 2ª Região/SP  pelo  qual  estão  sendo publicadas, gratuitamente,  sessenta páginas  inteiras,  esclarecendo   e  incentivando  a  população  a  assinar  o contrato  de exclusividade para  a  comercialização de imóveis. A  Folha de S. Paulo também aderiu à campanha. "Caso fôssemos  pagar  por este espaço, o Creci teria um custo de  R$ 2  a  R$ 3  milhões. O apoio  dos dois jornais mais importantes  do  país  mostra  que,  apesar  de aparentemente  os interesses comerciais e  a  exclusividade parecerem antagônicos, existe um consenso de que este é o futuro do mercado imobiliário", explica Capuano.

Esta opinião é compartilhada por Marcos Nogueira de Sá, diretor comercial do grupo Estado. "Nossa parceria com o Creci e o Sindicato é antiga. Nos últimos cinco  anos  vínhamos  acompanhando  as  discussões  sobre a exclusividade. Após  a  aprovação da resolução do Cofeci, tornando-a obrigatória, passamos a realizar  diversas  ações  em  sua  defesa", explica Marcos. Ele acredita que esta  medida  vai  organizar  melhor  o  mercado,  trazer  maior  dedicação na comercialização  do  imóvel  por   parte  das  imobiliárias e  dos  Corretores  e também maior segurança na sua divulgação.  

O texto  do  anúncio  foi elaborado  pela  diretoria  do Creci.  Seu  objetivo é mostrar  que  ao  convidar  diversas  imobiliárias  e  Corretores, na verdade o consumidor   está   se   enganando.   Que  a   oferta  múltipla  é  negativa  e desvaloriza  o  patrimônio,   confirma  Capuano.   Os  primeiros  resultados  já começam   a  surgir,  com  a  adesão  em   massa   dos  pequenos  e  médios empresários. Percebemos que a não-adoção acontece  apenas entre  aqueles que não trabalham com seriedade, finaliza.